Fique por dentro
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O PROGRAMA de PRESERVAÇÃO DO MURIQUI é um Projeto do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e da TEREVIVA.
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O macaco Muriqui ou Mono Carvoeiro é o maior primata das Américas, um macho adulto pode atingir até 15 Kg. Seu habitat natural é a Mata Atlântica, do sul da Bahia ao Norte do Paraná, entre 600 e 1800 m de altitude.
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O Muriqui é um animal exclusivamente brasileiro.
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É um dos animais em maior risco de extinção do mundo, devido à destruição de seu habitat natural, à baixa taxa de reprodução da espécie e à CAÇA.
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Os Muriquis ( "povo manso da floresta" ) tem uma sociedade caracterizada pela HARMONIA, não havendo disputa pelo poder nem por parceiros.
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Relatórios Científicos:
» Relatório 1 » Relatório 2 » Relatório 3 » Relatório 4 » Relatório 5
» Relatório 6
» Relatório 7
*Os nomes dos locais de pesquisas foram preservados por motivo de segurança
Notícias:
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Programa Muriqi nas "Quartas Ambientasi" do IBAMA.

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Eventos anteriores:
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O POVO MANSO DA FLORESTA
O macaco Muriqui ( Brachyteles arachnoides ), que só é encontrado na Mata Atlântica, é o maior primata das Américas. Infelizmente, embora reconhecido pela UNESCO como identificador de qualidade ambiental, que o utiliza como símbolo de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o Muriqui está entre as 35 espécies mais criticamente ameaçadas da Terra.
   
CLASSIFICAÇÃO ZOOLÓGICA
Os Muriquis pertencem à família Atelidae da ordem dos Primatas e atualmente são divididos em duas espécies Brachyteles arachnoides e Brachyteles hypoxanthus (Coimbra-Filho et al. 1993; Rylands et al. 1995). VOLTAR
   
DISTRIBUIÇÃO E DENSIDADE POPULACIONAL ORIGINAL E ATUAL
Originalmente o Muriqui ocorria em uma boa parcela da Região Leste do Brasil (sul da Bahia, parte do Espírito Santo, Rio de Janeiro e parte do Estado de Minas Gerais), e parte da Região Sul (São Paulo e norte do Paraná) em serras de altitude variável de 600m a 1800m. Estima-se que a população do Muriqui foi reduzida de 400.000 indivíduos em 1500 para 3000 em 1971 (Aguirre, 1971). Segundo informações mais recentes sobre registros de ocorrência e estimativas populacionais do Muriqui verificou-se que a população atual encontra-se em torno de 1.158 indivíduos, distribuídos entre apenas 19 localidades no Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo (Strier & Fonseca, 1998). Isto representa uma redução populacional de 61% nos últimos 27 anos. Os Muriquis do norte (Brachyteles hypoxanthus) são encontrados desde o noroeste do Rio de Janeiro (Parque Nacional de Itatiaia ou Serra da Mantiqueira) até o sul da Bahia. E os Muriquis do sul são encontrados desde o sul do Rio de Janeiro até o norte do Paraná. Não existe registro de qual espécie pode existir na região central do Rio de Janeiro.VOLTAR
 
HABITAT
Espécie endêmica da Mata Atlântica, o Muriqui vive tanto em matas primárias como em matas secundárias ombrófilas (úmidas e perenes) densas das regiões costeiras do Espírito Santo ou as semidecíduas (parte das folhas caem no outono/inverno) do interior de Minas Gerais e São Paulo. São encontrados preferencialmente em altitudes entre 600 a 1.800 metros e no extrato mais alto da mata. Em áreas alteradas os Muriquis são vistos explorarem todos os extratos da mata, desde o chão até as copas superiores.VOLTAR
 
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DAS ESPÉCIES
Todas as adaptações morfológicas dos Muriquis estão voltadas para seu modo de vida arborícola. Como o Muriqui é o maior primata das Américas, esta classificação se baseia no tamanho corporal e também na relação do tamanho do cérebro com o tamanho corporal. Tem um peso corporal médio de 15 kg (macho adulto) e 12 kg (fêmea adulta), pelagem espessa de coloração amarelada, cauda longa prênsil, com terço final desnudo, servindo de superfície táctil e prensora. Existem, no entanto, diferenças morfológicas e genéticas observadas nas populações dos Muriquis do norte e do sul. As populações do norte, B. hypoxanthus, possuem faces e genitália manchadas de rosa e branco (despigmentadas) e polegar vestigial, enquanto que as populações do sul, B. arachnoides, a coloração facial e genital é inteiramente preta e não possuem qualquer vestígio do polegar (Lemos de Sá & Glander, 1993).VOLTAR
 
LOCOMOÇÃO
O modo principal de locomoção dos Muriquis é através da braqueação, realizada através dos braços e mãos alongados. O polegar é vestigial ou ausente, e a mão é utilizada como gancho, em desempenhos de manipulação, diferente de outros macacos arborícolas, que usam tanto os braços como as pernas para caminharem ou correrem entre os galhos, numa posição quadrúpede.VOLTAR
 
ALIMENTAÇÃO
Os Muriquis são animais herbívoros ou seja, se alimentam de uma grande diversidade de itens vegetais: frutos, folhas (maduras e novas), flores de árvores, lianas e epífitas, de acordo com sua disponibilidade sazonal. Em muitas áreas onde eles tem sido estudados foi observado que são capazes de comerem uma quantidade substancial de folhas, frutos e flores, assim como itens tais como bark e bambu. É um animal que mescla características próprias de frugívoros e de folívoros. A locomoção suspensória, que faz parte de uma estratégia de busca de alimentos dispersos (frutos) é um caracter associado à frugivoria (Strier, 1986). Durante a alimentação, o Muriqui demonstra seletividade e um alto grau de manipulação do alimento. As atividades e posturas de forrageio estão ajustadas ao contexto em que este ocorre, em galhos, no alto das árvores, e à natureza do item alimentar. B. arachnoides utiliza de um a três apoios , concomitantemente com o uso das mãos para coleta e condução do alimento até a boca. Pode também abocanhar diretamente o alimento e ingeri-lo, mantendo-se então apoiado em até cinco pontos. As diferentes características físicas dos alimentos, forma, textura, rugosidade e densidade , bem como o grau de maturidade, são fatores que determinam distintos graus de complexidade manipulatória e podem afetar o uso diferencial da mão esquerda e da mão direita.VOLTAR
 
COMPORTAMENTO SOCIAL
Os Muriquis vivem em grupos grandes de vários machos e fêmeas, podendo formar grupos com mais de 50 indivíduos, existindo aparentemente grande variabilidade quanto à estrutura social e espaçamento intragrupal nas diferentes populações. Acredita-se que entre os Muriquis exista uma organização social bastante fluida, onde machos e fêmeas apresentam sobreposição de áreas de uso, o que torna difícil a caracterização dos grupos e subgrupos. Alguns estudos mostraram que uma porcentagem pequena do tempo da atividade diurna é gasto com interações sociais. Apesar disto, o comportamento social, especialmente os abraços, chamam a atenção pela sua intensidade. Freqüentemente ocorrem quando são observados encontros entre Muriquis, ou quando estes encontram animais de outras espécies. Também ocorrem durante o encontro de tropas ou como uma forma de cumprimento ritualizado entre indivíduos que aparentemente se reconhecem, porém encontravam-se separados por algum tempo, reassegurando a mútua solidariedade. Por sua freqüência, parecem mostrar que acontecem para que os indivíduos reatem suas relações fraternais. Apesar do pouco tempo dedicado a interações sociais, Muriquis adultos, ao contrário de outras espécies de primatas que vivem em grupos sociais compostos por indivíduos de ambos os sexos, muito raramente se engajam em ações agressivas, sendo considerado um extremo entre os primatas por sua baixa agressividade. O Muriqui apresenta grande tolerância entre indivíduos, e freqüentemente forrageiam, se locomovem e descansam em proximidade, sem que sejam observados indícios de competição direta. Isto é particularmente interessante entre os machos adultos do mesmo grupo, que apesar de permanecerem próximos uns aos outros não se engajam em competições diretas, inclusive por fêmeas aptas à reprodução. Como na maioria da sociedade dos primatas, os machos dos Muriquis permanecem a vida toda no seu grupo familiar, enquanto que as fêmeas dispersam para outros grupos quando ainda jovens (5-7 anos de idade).VOLTAR
 
REPRODUÇÃO
O sistema reprodutivo dos Muriquis pode ser caracterizado como promíscuo, dentro da conceituação humana. Fêmeas adultas no estro são receptivas a todos os machos adultos do grupo, podendo copular com vários machos num curto espaço de tempo sem que haja monopólio ou tentativas de interrupção. Durante a cópula ela emite uma vocalização e apresenta uma expressão facial características. Esse comportamento os diferenciam dos primatas do velho mundo, mostrando uma estratégia comportamental particular, com um baixo índice de agressividade e um comportamento sexual diferenciado onde uma fêmea pode ser fertilizada por vários machos. Os machos atingem sua maturidade sexual aos 6 anos de idade, e as fêmeas em média aos 11 anos de idade. É conhecido também, que a gestação das fêmeas dos Muriquis dura em média 230 dias, nascendo apenas um filhote a cada 3 anos.VOLTAR
 
SITUAÇÃO ATUAL DAS POPULAÇÕES DOS MURIQUIS
Nos últimos anos tem sido registrada uma diminuição progressiva dos habitats em que vivem os Muriquis o que tem feito com que sua população tenha diminuído a níveis críticos. As ameaças que afetam a sobrevivência dos Muriquis são diferentes entre áreas protegidas (Unidades de Conservação) e privadas. As Unidades de Conservação de florestas grandes são menos vulneráveis à perda de habitat do que as florestas pequenas de propriedade particular onde ainda restam alguns Muriquis. Contrariamente, as UCs são mais vulneráveis à caça ilegal.VOLTAR
 
CONSERVAÇÃO
Alguns esforços tem sido feitos para evitar a extinção da espécie. Populações foram descobertas em áreas de propriedades privadas, e esforços foram feitos na tentativa de transformar essas áreas em reservas, implementando estudos com as populações remanescentes. Esses esforços tiveram um sucesso relativo: algumas áreas foram adquiridas e transformadas em estação biológica como a Fazenda Montes Claros a Mata do Sossego em Minas Gerais ambos administrados pela fundação Biodiversitas. Entretanto, estas área ainda não se encontram totalmente garantidas quanto à preservação, por serem ainda propriedades privadas, sujeitas ao destino que seus proprietários venham a lhes dar. Torna-se necessário e urgente que se façam novos levantamentos para localizar e proteger outras populações. Medidas que viabilizem a manutenção e regeneração dos remanescentes podem garantir a preservação de várias espécies que toleram um ambiente em processo de sucessão ecológica, incluindo o Muriqui. Estudos genéticos devem ser conduzidos com populações isoladas para determinar as possíveis estratégias para minimizar os riscos de depressão por consangüinidade e perda da variabilidade genética. Deve-se também criar um número de animais em cativeiro para assegurar uma reserva genética da espécie, o que será de grande valia para assegurar a variabilidade genética em populações isoladas. Estudos devem ser realizados para criar metodologia para programas de translocação e reintrodução.VOLTAR
 
O PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DO MURIQUI

tem o objetivo de retirar de maneira definitiva e sustentável os Muriquis das listas, nacional e internacional, de animais em risco de extinção. Iniciando através do Convênio IBAMA/TEREVIVA, nesta primeira etapa o projeto irá localizar e dimensionar as populações do primata na região da Serra dos Órgãos. Numa segunda etapa, será feito um estudo genético para identificação da espécie remanescente nesta área, identificando também seus hábitos atuais através de acompanhamento dos grupos encontrados e finalmente, em função dos resultados destas etapas anteriores, será avaliada a necessidade de translocação ou de repovoamento, de forma a garantir reintegração dos Muriquis a seu habitat original. Paralelamente ao estudo biológico, o Programa desenvolve, e irá ampliar ainda mais, um Projeto de Educação Ambiental que visa também aumentar as oportunidades de trabalho e renda para todas as comunidades pertencentes ao entorno das Unidades de Conservação envolvidas. Procedimentos idênticos terão lugar em todas as regiões do Estado em que seja razoável imaginar a presença ou onde existam relatos de avistamentos. Paralelamente o Programa manterá contato com todos aqueles que já envidam esforços semelhantes em suas regiões, visando formar parcerias que permitam estender o Programa a toda a região onde originalmente existiam os Muriquis. Nesta etapa, o Programa conta com a coordenação biológica da Prof. Vânia Garcia, com a Supervisão do Centro de Primatologia do IBAMA e a parceria do Centro de Primatologia do Estado do Rio de Janeiro. É um Projeto do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com realização da TEREVIVA.VOLTAR

 
PRESENÇA DO MURIQUI NO PARNASO
Desde Janeiro de 2002 esforços tem sido feitos para localizar os grupos de Muriqui no PARNASO. Em duas expedições os Muriquis foram avistados dentro do Parque. Ao todo, foram avistados 17 animais (7 indivíduos num grupo e 10 em outro). Os grupos estão compostos por fêmeas e machos adultos e alguns jovens foram observados também. Estão sendo coletadas informações sobre as características da vegetação na qual os Muriquis são encontrados, bem como das plantas das quais estão se alimentando. Fezes de alguns indivíduos também estão sendo coletadas a fim de serem estudadas as características genéticas da população do Muriqui no parque e também para serem feitas análises parasitológicas. Sementes encontradas nestas fezes serão colocadas para germinar, para que no futuro possam ser plantadas em áreas que precisem ser recuperadas.VOLTAR

 
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