Programa de conservação e preservação do muriqui

Fase II: Parque Nacional da Serra dos Órgãos

1. Introdução

O Muriqui, conhecido também por mono carvoeiro, é o maior primata Neotropical e o maior mamífero terrestre exclusivamente brasileiro. Pertence a uma grande família de Primatas do Novo Mundo ou Neotropicais, a Atelinae, que inclui também o macaco barrigudo (Lagothrix), o macaco aranha (Ateles) e o bugio (Alouatta) (Rosenberg, & Strier, 1989).
Quando adulto, o Muriqui pode pesar, aproximadamente, 15 kg e medir mais de um metro de altura, se suspenso pelos longos braços (Nishimura, et al., 1988). A sua pelagem é espessa e lanosa e a tonalidade pode variar de branco-amarelada até café com leite. Ele tem a face, as palmas das patas dianteiras e traseiras pretas, como os carvoeiros, pessoas que queimam madeira para produzir carvão (Strier, 1992).
Apesar de seu tamanho, o Muriqui é um primata ágil, que se movimenta por braquiação com o auxílio de uma longa cauda preênsil, tão forte que permite suportar todo o peso de seu corpo enquanto ele está se alimentando ou socializando com outros indivíduos (Coimbra-Filho, 1992; Strier, 1992).
A distribuição original dos Muriquis abrangia uma grande parte da Mata Atlântica do litoral brasileiro cobrindo uma área quase contínua que partindo do sul do Estado da Bahia, atravessava o Estado do Espírito Santo, Rio de Janeiro e o leste de Minas Gerais, bem como parte da região montanhosa do Estado de São Paulo até o norte do Estado do Paraná (Mittermeier et al., 1987)
Contudo, como a ocupação do Brasil ocorreu, justamente através da costa litorânea, a Mata Atlântica que representava 12% do território nacional com cerca de 1.000.000 de km², foi reduzida a, aproximadamente, 5% do seu tamanho original (Mittermeier et al., 1987). Dessa maneira, Muriquis sendo endêmicos da Mata Atlântica, sofreram as conseqüências da pressão antrópica que esse bioma foi vitima desde a época do descobrimento (Strier,1989; Pinto, et al., 1993; Chiarello & Galetti, 1994).
Quando Aguirre estudou a situação e a distribuição geográfica do Muriqui há cerca de 30 anos, na sua passagem pelo Estado do Rio de Janeiro verificou que o mono havia desaparecido em muitas áreas e ainda subsistia em outras, estimando sua população em apenas 770 indivíduos. Desde então, o que se tem observado durante estes anos é uma contínua destruição e aumento da pressão antrópica sobre os vários tipos de biota encontrados neste Estado. Um relatório de 1998 da organização não governamental brasileira – a SOS Mata Atlântica - sobre as taxas de desmatamento na Mata Atlântica, constatou que o Estado do Rio de Janeiro foi o estado que mais desmatou nos últimos cinco anos. Outro fator que colaborou com o desaparecimento do mono na região serrana entre Petrópolis, Teresópolis, Magé e Guapimirim foi a pressão de caça, confirmada pela observação de muitos acampamentos de caçadores, inclusive com armas, nesta região. Existem também relatos de antigos caçadores que afirmaram terem abatido vários exemplares (Garcia e Moratelli, 1999). Diante desse quadro podemos concluir que o risco do Muriqui vir a desaparecer do Estado do Rio de Janeiro aumentou bastante.
À medida que a população humana cresce, há uma diminuição dos habitats dos animais selvagens e uma conseqüente diminuição do número desses animais. Confinados nas áreas de floresta remanescentes, muitas delas protegidas da destruição por leis, estes animais se tornam muito mais vulneráveis a caçadores, que contribuem significativamente para o desaparecimento ou redução das populações das espécies, muitas delas já extintas de áreas onde antes eram abundantes. Conhecendo-se o perfil das pessoas que praticam esta atividade, ilegal na maior parte do país, bem como dos animais mais caçados, poderemos entender melhor a origem do problema e buscar soluções mais adequadas para solucioná-lo e recuperar áreas atingidas.
Além da perda do habitat e da caça, outros fatores poderão estar afetando as populações remanescentes do Muriqui podendo assim torna-los ainda mais vulneráveis à extinção. Segundo Strier (2000a), os resultados das análises sobre a viabilidade das populações de Muriqui, predisseram que existem probabilidades de extinção das populações que vivem em baixas densidades em áreas grandes de florestas protegidas, pois esta baixa densidade pode ser o resultado:
- da razão sexual dos infantes desviada para o sexo masculino, conseqüentemente, as taxas de crescimento se tornam mais lentas;
- dos encontros infreqüentes com outros grupos, que limitam as oportunidades para a dispersão, assim como escolha de companheiros para o acasalamento, aumentando assim a endogamia;
- e da homogeneidade do habitat que pode estar restringindo a diversidade da dieta, fazendo com que estes Muriquis fiquem mais vulneráveis a flutuações anuais na disponibilidade de recursos de frutos chaves.
No entanto, a avaliação destas predições terríveis sobre a viabilidade das populações dos monos que vivem em densidades baixas em áreas contínuas, só poderá ser realizada se dados de outras populações forem coletados e, assim, comparados (Strier, 2000a).
Atualmente, a espécie está restrita a uma pequena fração da sua população original e a maior parte consiste em grupos com poucos indivíduos em áreas isoladas, que estão sujeitos a extinções locais (Pinto, et al. 1993). Dessa forma, pesquisas com a espécie são de extrema importância para a conservação da mesma e seu hábitat.

2. Justificativa

O Muriqui é considerado uma das espécies de primatas neotropicais mais ameaçadas de extinção e encontra-se citado no Anexo II do CITES (Convention of International Threatened and Endangered Species) e no Livro Vermelho da IUCN (IUCN Red Data Book - 1996) na categoria de ameaçado ou “ENDANGERED”, restando aproximadamente 1200 indivíduos na natureza (Conservation International - 2000). Desta estimativa, apenas uma população com aproximadamente 120 indivíduos, ou seja, 10% da população total foi efetivamente estudada.
Considerando este fato, a comunidade científica que se dedica ao estudo dos Muriquis constatou a necessidade de mais trabalhos com a espécie em diferentes áreas visando o maior conhecimento a respeito da biologia da mesma. A partir destes estudos é que será possível definir metas para o manejo e conservação da espécie.
Além disso, o seu hábitat no Parque Nacional da Serra dos Orgãos, é considerado como uma das áreas prioritárias e de extrema importância para a preservação da Mata Atlântica (Conservation International do Brasil et al., 2000).
Com este trabalho visamos à descrição e compreensão da ecologia e do comportamento para a conservação de toda esta porção de Mata Atlântica, utilizando a espécie como bandeira ou símbolo para a região da Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Desta forma estaremos trabalhando de maneira a complementar outras pesquisas (censo básico) efetuadas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos e que tiveram como resultado a localização de 4 (quatro ) grupos de Muriquis, em número aproximado de 60 indivíduos, para a formação de uma base de dados que permita traçar opções de manejo conservacionista em bases científicas.

3. Objetivo

Estudo da ecologia e comportamento do Muriqui em áreas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e envolvimento de comunidades estratégicas no processo de Conservação do Muriqui e Preservação da Mata Atlântica.

Ações biológicas:
· Obtenção de dados sobre comportamento e ecologia do Muriqui;
· Colaborar com a formação de recursos humanos para a área de manejo e conservação de fauna ;
· Gerar informações sobre a espécie para subsidiar um plano de manejo e conservação da espécie e seu hábitat na região.


Ações Sociais:
· Minimizar os efeitos da caça sobre a fauna
· Desenvolver nas comunidades do entorno uma economia solidária com base na preservação ambiental
· Implantar programas de educação ambiental em comunidades do entorno das Unidades de Conservação onde as populações de Muriqui estão muito ameaçadas pela pressão antrópica
· Identificar o perfil dos praticantes da caça (classe social, profissão, motivação, conhecimento dos riscos etc.)
· Divulgar, de todas as formas, em todas as mídias, a importância do Projeto e da Conservação do Muriqui e de seu Habitat.

4. Área de Estudo

A área de estudo está localizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com uma área de 10.527 ha e 87 Km de perímetro. Está localizada na região sudeste do Brasil, estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim.
O Parque possui uma Floresta Tropical Pluvial Atlântica rica em palmeiras, cipós, epífitas, e árvores de elevado tamanho. As formas florestais, apesar de apresentarem aparência primitiva são na verdade matas secundárias bem evoluídas com respeito à sucessão florestal. Entretanto alguns trechos do Parque apresentam cobertura original.
O Parque está localizado na faixa de dobramento remobilizado formado por escarpas e reversos da Serra do Mar; também denominada "frente dissecada do bloco falhado", sendo que esse bloco falhado se apresenta dividido em dois grupos aparentemente distintos. O Parque está na província biogeográfica da Serra do Mar e no domínio morfo-climático Tropical Atlântico.

5. Metodologia das ações biológicas

Acompanhamento e captura dos indivíduos

Um grupo de Muriquis será escolhido para ser acompanhado durante um período para que os indivíduos se acostumem à presença dos pesquisadores. Após esta fase, inicia-se a campanha de captura de, pelo menos, um indivíduo do grupo para a colocação do rádio-transmissor no pescoço. Tal procedimento vem sendo testado com animal em cativeiro no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro. Em junho de 2002 um animal foi capturado e aparelhado com rádio colar. O mesmo está sendo acompanhado para observação de possíveis distúrbios comportamentais ou físicos não tendo até o momento sido observada nenhum sinal de rejeição ao rádio. A captura no Parque será realizada com o acompanhamento de um veterinário seguindo todos os procedimentos necessários para que não ocorra qualquer risco ao animal. O animal será anestesiado com arma anestésica apropriada utilizada por técnico com longa experiência nesse tipo de captura. Com o animal sedado, serão coletados os dados de pesagem e tomadas de medidas corporais.
Para o acompanhamento dos animais, será utilizada a técnica de rádio-telemetria, que consiste em localizar os animais com uma antena direcional que informa local e proximidade, do animal através do sinal emitido pelo rádio-transmissor e captado pelo rádio-receptor acoplado à antena.

Coleta de dados ecológicos e comportamentais

Após a captura e habituação do grupo, iniciaremos a coleta dos dados ecológicos e comportamentais durante os meses subseqüentes pelo método “Ad libitum” onde o grupo todo é observado e as atividades comportamentais de cada indivíduo são anotadas separadamente. Os dados a serem coletadas seguirão um protocolo, utilizando como base, os trabalhos realizados com a espécie (Strier, 1991). Dentre as informações a serem coletadas, podemos citar:

Uso do tempo (orçamento temporal)

Consiste em descrever e quantificar as atividades descritas no protocolo de comportamentos que ocorrem ao longo de um período de tempo.

Uso do espaço e área de uso

Utilizaremos os pontos de coordenadas geográficas registrados por um GPS (Global Position System) para marcar a localização do grupo ao longo do dia. Através desses dados, estimaremos a área de uso, movimentação e uso do espaço pelo grupo estudado e os pontos de coordenadas geográficas serão plotados num mapa da área geo-referenciada

Estudo da ecologia alimentar

Com esse estudo será possível descrever os tipos de recursos alimentares e a sazonalidade na dieta da espécie. Essa informação é fundamental para a caracterização do habitat onde os Muriquis encontram os recursos de sua sobrevivência e também quais os itens mais importantes de sua dieta.

6. Educação Ambiental

Dentro dos objetivos do Programa, os projetos desenvolvidos devem considerar que o componente humano é muito importante para a conservação efetiva das áreas onde são realizados os trabalhos, a participação da comunidade é determinante para que isso aconteça.
Dessa forma, a educação ambiental serve como instrumento para conseguirmos apoio da comunidade local quanto à conservação do Muriqui e da Mata Atlântica na região. As atividades educativas e ecológicas deverão ser desenvolvidas em parceria com outros grupos que atuam na região. Desta maneira estaremos passando informações sobre a espécie, sua importância e a necessidade de conservar a natureza.
Equipe composta por pessoas qualificadas irá percorrer várias localidades, ficando responsável pelo contato com a população local, a fim de colher dados sobre as ameaças que o mono carvoeiro possa estar sofrendo, bem como identificar o perfil de possíveis caçadores locais.
Visitas às comunidades do entorno do Parque para coleta de informações, levantamento, entrevistas com pessoas que conhecem bem a comunidade, ou grupos que trabalhem nela, levantamento bibliográfico sobre as comunidades estudadas, coleta de dados secundários nas fontes oficiais, visita às lideranças formais identificadas, como presidentes de associações comunitárias, mentores religiosos - padres, pastores, pais de santos, clube de mães etc., visita e reunião com as OGs e ONGs que trabalham na área são consideradas atividades preparatórias para as reuniões com a equipe para apresentação do PROGRAMA Muriqui e definição das ações que beneficiem esta comunidade, facilitando a disseminação do Programa. Através desse conhecimento, estabelecer parcerias com as comunidades para desenvolvimento de projetos coletivos visando a melhoria de renda a partir da conservação do Muriqui. Se existir, na área, práticas de aprisionamento desses animais para tráfico ou caça investir no trabalho de educação ambiental para reverter ou minimizar o quadro. O mono carvoeiro, no seu habitat, deverá representar para essas populações a redenção em termos de cidadania, de melhoria de qualidade de vida, e de aumento de renda.
As comunidades a serem trabalhadas neste projeto serão co-partícipes do programa e deverão se sentir responsáveis solidariamente, com toda a população, pela proteção ao Muriqui.
Todo o trabalho de comunidade será acompanhado por equipes de arte e educação com material de apoio ilustrativo e agradável, e que seja capaz de criar forte empatia com o Muriqui.
Daremos continuidade aos trabalhos iniciados nas comunidades trabalhadas na Etapa I do Programa Muriqui em Serra dos Órgãos, realizado através do Convênio IBAMA/TEREVIVA 45/01, além de introduzir o Programa nas comunidades de Caxambu (Petrópolis) e Santo Aleixo (Magé), ampliando com isto a disseminação dos ideais do Projeto.

7. INFRA ESTRUTURA/EQUIPAMENTOS DISPONÍVEIS

7.1. INFRAESTRUTURA FÍSICA

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos já disponibilizou espaço com vistas ao apoio institucional ao Programa de Conservação do Muriqui.
Neste espaço haverá uma exposição permanente de imagens e informações sobre o Muriqui, bem como área destinada aos trabalhos de base dos pesquisadores e demais profissionais de apoio.


8. Recursos Humanos

1 Coordenador Geral do Projeto
1 Coordenador Técnico para área Biológica
Coordenadores de Campo
Guias
Técnicos Pesquisadores - área biológica
Ajudantes
1 Coordenador técnico para a área de pesquisa e educação ambiental
Técnicos Pesquisadores – área social
Consultores de apoio
Instrutores de cursos
Equipe arte educação


9. FORMA DE AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

A avaliação dos resultados poderá ser efetuada com base na divulgação dos mesmos, através de: Workshop, relatórios, reuniões científicas, artigos para publicação em periódicos especializados ou imprensa.
No que concerne ao trabalho com as comunidades, os mecanismos de avaliação, construídos durante o trabalho, serão realizados pela equipe técnica e comunidade conjuntamente. A análise se dará em reuniões com a comunidade, para que se exerça a devolução sistemática dos conhecimentos adquiridos, numa linguagem acessível, respeitando o nível de desenvolvimento educacional dos grupos.


10. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

– Atividades Biológicas

 

 

 

2003/2004

 

 

3

4

5

6

7

8

9

10

11

01

02

03

1

Planejamento e logística

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1.1

Reuniões entre o coordenador do projeto e a equipe de pesquisadores

 

 

X

X

 

X

 

 

X

 

X

 

1.2

Colocação de rádio-transmissor em macho adulto de muriqui em cativeiro para testes

 

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

1.3

Aquisição do equipamento de radiotelemetria e de campo

 

 

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1.4

Treinamento da pesquisadora em técnicas de alpinismo

 

 

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2

Seleção de um grupo de muriquis para o estudo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.1

Avaliação dos mapas do levantamento e escolha da área de estudo

 

 

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.2

Visitas de campo para avaliação da área e avistamento do grupo

 

 

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.3

Trabalho com os dados em Nazaré Paulista

 

 

 

X

 

 

 

 

 

 

 

 

3

Captura e colocação de rádio-transmissor em um macho adulto do grupo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.1

Acompanhamento do grupo selecionado

 

 

 

 

X

X

X

 

 

 

 

 

 

3.2

Trabalho com os dados em Nazaré Paulista

 

 

 

 

 

X

X

 

 

 

 

 

4

 Habituação do grupo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4.1

 Acompanhamento do grupo selecionado

 

 

 

 

X

X

X

 

 

 

 

 

5

Monitoramento mensal e coleta de dados de história natural

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5.1

Acompanhamento do grupo selecionado

 

 

 

 

 

 

 

x

x

x

x

 

 

5.2

Trabalho com os dados em Nazaré Paulista

 

 

 

 

 

 

x

X

X

X

X

 

 

Administração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atividades de prestação de contas, e administrativas do projeto.

 

 

 

 

X

X

X

X

X

X

X

 

 

Metas e Atividades

Cronograma Mensal de Execução Física

 

 

 

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Jan

Fev

Mar

Administração do Projeto

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Fazer o planejamento Geral do trabalho no PARNASO

3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Formar Equipe Técnica Biológica

2

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Formar Equipe Educação Ambiental

2

2

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acompanhar os trabalhos

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

Organizar trabalhos

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

Administrar caixa

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

Administrar pessoal

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

Contabilidade

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

Estudo genético e viabilidade populacional

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Fazer o planejamento do trabalho científico

2

1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Formar e treinar a equipe de trabalho

1

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Montar base de observação dos grupos

 

1

1

1

 

 

 

 

 

 

 

 

Captura e Colocação de rádio colar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Habituação do grupo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estudo comportamental

 

 

 

 

1

1

1

1

1

1

1

 

                         Orçamento temporal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                         Uso do espaço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                         ecologia alimentar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estudo da viabilidade populacional

 

 

 

 

1

1

1

1

1

1

1

 

Gerar informações p/ execução de plano de manejo

 

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

 

Educação Ambiental

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Levantamento nas comunidades

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Identificação de equipamentos sociais, culturais e de lazer nas novas comunidades

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reuniões com a comunidade e equipe técnica

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Identificação dos problemas

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encaminhamento dos problemas e possíveis soluções

 

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

Identificação das potencialidades econômicas das comunidades

 

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seleção junto com as comunidades das atividades economicas a serem desenvolvidas

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Verificação das necessidades de treinamento

 

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Realização dos treinamentos/oficinas

 

 

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

Elaboração Projetos Caneca Fina/Limoeiro

 

 

 

 

X

X

 

 

 

 

 

 

Elaboração Projetos Caxambu

 

 

 

 

 

X

X

X

 

 

 

 

Elaboração Projetos Santo Aleixo

 

 

 

 

 

 

X

X

X

 

 

 

Criação de organizações de comunitários (cooperativas e / ou associações) de sustentação do projeto.

 

 

 

 

 

 

 

X

X

X

X

X

 
- Divulgação do Projeto
 

Metas e Atividades

Cronograma Mensal de Execução Física

 

 

 

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Jan

Fev

Mar

Administração do Projeto

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Fazer o planejamento Geral do trabalho no PARNASO

3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Formar Equipe Técnica Biológica

2

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Formar Equipe Educação Ambiental

2

2

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acompanhar os trabalhos

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

Organizar trabalhos

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

Administrar caixa

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

Administrar pessoal

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

Contabilidade

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

Estudo genético e viabilidade populacional

x

x

x

x

x

x

x

x

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x

x

x

Fazer o planejamento do trabalho científico

2

1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Formar e treinar a equipe de trabalho

1

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Montar base de observação dos grupos

 

1

1

1

 

 

 

 

 

 

 

 

Captura e Colocação de rádio colar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Habituação do grupo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estudo comportamental

 

 

 

 

1

1

1

1

1

1

1

 

                         Orçamento temporal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                         Uso do espaço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                         ecologia alimentar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estudo da viabilidade populacional

 

 

 

 

1

1

1

1

1

1

1

 

Gerar informações p/ execução de plano de manejo

 

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

 

Identificação das potencialidades econômicas das comunidades

 

2

3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seleção junto com as comunidades das atividades economicas a serem desenvolvidas

3

6

6

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Verificação das necessidades de treinamento

 

2

3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Realização dos treinamentos/oficinas

 

 

2

2

2

2

2

 

 

 

 

 

Elaboração Projetos Caneca Fina/Limoeiro

 

 

 

 

1

1

 

 

 

 

 

 

Elaboração Projetos Caxambu

 

 

 

 

 

1

1

1

 

 

 

 

Elaboração Projetos Santo Aleixo

 

 

 

 

 

 

1

1

1

 

 

 

Criação de organizações de comunitários (cooperativas e / ou associações) de sustentação do projeto.

 

 

 

 

 

 

 

1

1

1

1

1

Difundir o Programa Muriqui

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Criar, produzir e distribuir material de divulgação e apoio

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x

x

x

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x

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x

x

x

 

11. Resultados Esperados

Através dos dados obtidos, esperamos contribuir para a elaboração de um plano de manejo e conservação da espécie no Parque e na Mata Atlântica. Esperamos poder inferir a respeito da situação da população e de seu hábitat, para tomarmos as medidas cabíveis quanto a sua proteção e conservação.

Com a Educação Ambiental esperamos apoiar os esforços para que a comunidade participe efetivamente do projeto da conservação da espécie e da Preservação da Mata Atlântica.

Referências

Chiarello, A. G. & Galetti, M. 1994. Conservation of the brown howler monkey in south-east Brazil. Oryx, 28 (1): 37-42.

Coimbra-Filho, A. F. 1992. Endangered animals. In: Ecology in Brazil: Myths and Reality. Fundação Pro-natureza (Funatura). Gráfica J. B. Rio de Janeiro. Pp. 120-143.

Cullen Jr., L. e Padua, C. V. 1997. Métodos para estudos de ecologia, manejo e conservação de primatas na natureza. In: Manejo e conservação de vida silvestre no Brasil. Coord. C.V. Padua; R. E. Bodmer e L. Cullen Jr. (eds.). MCT - CNPq, Sociedade Civil Mamirauá. pp. 239-269.

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